As máquinas foram inventadas para facilitar o trabalho. Mas a evolução
das máquinas foi muitas vezes desajuízada. Não é o ser humano que
estipula como a máquina é usada, mas a máquina que regula o trabalho do
ser humano.Há assim campos da nossa vida onde a máquina é o critério,
enquanto este deveria ser o ser humano. Os instrumentos por outro lado
são um prolongamento do ser humano, este é sempre o mais importante. Na
vida inspirada pela ecologia é de preferir o uso de instrumentos. Um
moinho de água já é quase considerado uma máquina.
Na nossa aldeia preferimos o uso de instrumentos ao de máquinas. Além
disso desta forma somos estimulados a praticar ofícios. A alegria no
trabalho e o orgulho pelos resultados alcançados são formas intrinsecas
de remuneração que revemos no noss trabalho. Há muitos tipos de ofícios
a preencher na nossa aldeia. Apenas alguns exemplos: Moer a farinha no
moinho de vento, Fazer o pão e os bolos num forno de lenha (ou aquecido
pela energia solar). Tratar de animais. O trabalho de talho, e encher
salsichas ou fumar ou salgar a carne, ou o peixe. Cuidar das colheitas,
Secar, conservar ou enlatar os vegetais, fazer vinhos e sumos, prensar
as sementes, engarrafar o óleo, fazer mostarda ou vinagre, produzir
lacticínios ... Todas estas actividades que incluem a tranformação em
escala caseira de várias matérias primas são complementadas pela
fabricação e uso de material para empacotamento e armazenagem, como
baldes, vasilhame, cestas, pipas.
Uma empresa de construções com todos os ofícios relacionados e
necessários cuida da (re)construção de espaços para habitação, espaços
para empresas e alojamentos colectivos.
Na nossa comunidade de vida e de trabalho poderemos por trabalharmos em
espirito de ofício e de forma ecológicamente responsável apresentar
produtos de qualidade. A parte da nossa produção que queremos comerciar
não será necessáriamente a mais barata. Pode também distinguir-se pela
sua qualidade e originalidade.